sexta-feira, 17 de junho de 2011

Poderoso é o Senhor nosso Deus, nem o céu dos céus podem contê-lo!

Texto: Isaias 42: 1-10; 16-20.

Elucidação: A figura do servo tem cumprimento em Jesus (Mt 12:15-21) e também se aplica a Israel (41.8), antes de sua vinda e à igreja, posteriormente (I Pe 2.21-25). Israel como servo inclui somente os israelitas fiéis (VS. 18-22). O Senhor sustenta seus escolhidos com sua destra fiel e neles se compraz.  O servo não clama para chamar atenção, mas fala em um espírito de gentileza e paciência, e ele cuida dos fracos, ele praticará a piedade sobre a terra, tendo Jesus como mediador de uma nova aliança que os capacita a guardar sua lei, tendo Deus como criador de toda a criação, e sustentáculo de toda vida, e como instrumento de transformação aqui na terra, sendo luz para os gentios em um mundo tenebroso, fazendo ruir as muralhas espirituais da babilônia latente nesse mundo visível, que aprisiona aos homens na cegueira e na servidão das trevas e do pecado. O Senhor Deus é cheio de glória e majestade, e ele faz novas coisas todos os dias, simbolizando a renovação da aliança e a restauração do povo de Israel. Deus planeja, proclama e executa, sua Palavra traz vida e ele a cumprirá cabalmente. Os remidos entoarão um novo cântico, em todas as extremidades da terra, o Senhor recebe aclamação dos seus súditos servos, Ele é um homem de guerra, valente, general nas batalhas, quando o zelo do Senhor está agindo, se concretizam seus planos.

Quando Deus age ninguém pode impedi-lo.

Como tem sido o AGIR de Deus nas nossas vidas?

1.    Através do sustento que vem do ALTO, permanecemos vivos.

Citação: 42.1.
“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem minha alma se compraz, pus sobre ele o meu espírito, e ele promulgará o direito para os gentios”.
O Senhor nos sustenta nessa caminhada, à sombra de suas asas estamos protegidos por ele, em tempo integral, nada escapa ao seu olhar atento sobre nós, ele nos preserva intactos, e nos dá toda a provisão necessária para cumprirmos seus propósitos aqui na terra, por piores que sejam os dias maus, Ele está intimamente conosco, e Jesus o amado das nossas almas nos curará e nos sarará, e nos fará sermos vitoriosos nas lutas e aflições, nele encontramos toda a suficiência que precisamos para superar nossas falhas e limitações.
Nosso clamor é ouvido pelo Senhor nosso Deus, e ele nos dará abundante fôlego de vida nas horas de adversidades, nos fará entoar um novo cântico e nos mostrará a salvação das circunstâncias adversas, ele abrirá nossos olhos de toda a cegueira espiritual e nos fará enxergar a tão grandiosa graça que nos sustenta e que nos liberta dos fios invisíveis que tentam nos aprisionar ao pecado e a incredulidade.


2.    Através do zelo do Deus que nos preserva.

Citação: 42.10.

Os remidos entoarão um novo cântico, como fizeram Moisés e Miriam, testemunhando os atos salvificos do nosso Deus, em todas as extremidades da terra, se ouve a voz dos santos, com cânticos de livramentos, gratidão, exaltação e júbilo pelos grandes feitos do Senhor.
Pois o grande homem de guerra se levantou para guerrear nossas causas, e ele é infalível em todas as batalhas, o zelo do Senhor age e a concretização dos seus planos declaram sua soberania.

3.    Através do abrir dos olhos aos cegos.

Citação: 42.16.

O Senhor nos guia por caminhos mais altos do que os nossos, caminhos surpreendentes, desconhecidos, porém ele tornará nossas trevas em luz, e os caminhos escabrosos em caminhos planos, não nos desamparará.
Quem é cego como o meu servo?
Ou surdo como meu mensageiro?
Nós vemos muitas coisas mas não as observamos como o Senhor vê, pois Ele vê além do que é visível, além das aparências e evidências, ainda que tenhamos nossos ouvidos abertos, na maioria das vezes, não estamos sensíveis o suficiente para ouvir sua voz.

Conclusão: Nosso Deus cuida de nós como cuida do seu Israel, e Ele conhece tudo ao nosso respeito, sabe o que precisamos para enxergarmos seus feitos e reconhecermos suas maravilhas nas nossas vidas, Ele nos sonda e nos conhece, e nos ama com amor eterno e infalível.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Intimidade X Privacidade

Intimidade X Privacidade      

Texto base: “A intimidade do Senhor é para os que o temem aos quais ele fará conhecer a sua aliança.”                                                                              (Salmos 25.14.) 
Intimidade é... Qualidade de intimo; Vida intima; Particular; Trato intimo, aliança.
Intimo é... Que está muito dentro; Que atua no interior; Estreitamente ligado; Âmago; Amigo intimo.
v  Você tem tido intimidade com alguém?
v  Até que ponto?
v  Você realmente conhece essa pessoa?
v  Você conhece suas preferências e ela as suas?
v  Até que ponto você permite que seu amigo íntimo    seja atuante nas áreas da sua vida?
v  E você até que ponto tem sido participante na Vida dessa pessoa?
v  Seu amigo intimo tem privacidade na sua vida?
v  Ser íntimo é conhecer e ser conhecido...
Privado: não público.
Privativo: peculiar, próprio, de propriedade ou uso exclusivo, particular.
Privacidade: intimidade.
A intimidade assusta. Por isso ninguém quer intimidade com ninguém. E não estou falando de sexo, por favor! Estou falando de intimidade (e ponto). Intimidade sexual é outra coisa (que poucos têm). Têm sexo, mas não têm intimidade; por isso tem tanta gente insatisfeita, mesmo transando tanto...
Hoje falo de intimidade. Imprescindível aos bons relacionamentos, às amizades duradouras, às caminhadas permanentes. Quando nos permitimos viver com intimidade em relação a quem amamos, então vamos mais longe. Casamentos acabam por falta de intimidade, não por falta de sexo. Amizades se desfazem por falta de intimidade, não por falta do que falar, e igrejas se tornam frias e se dividem por falta de intimidade, não por falta de liturgias e ritos religiosos.
A intimidade é fundamental para qualquer relacionamento. Um casamento cheio de intimidade é outro casamento! Ele enfrenta o que vier pela frente e não se desfaz, porque há intimidade. O mesmo acontece com igrejas cheias de intimidade e com amigos íntimos.
Deus é a favor da intimidade. Ele mesmo me diz: “A intimidade do Senhor é para os que o temem aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.” (Salmos 25:14). E mais: “... porque o Senhor abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade." (Provérbios 3:22).
1.    Privacidade na intimidade...
v  A intimidade do Senhor é para os que o temem... (Salmos 25.14ª).
v  Quem teme ao Senhor tem intimidade com ele...
v  Ele conhece sua voz e você também reconhece a voz do Bom Pastor...
v  Davi era um homem segundo o coração de Deus, não obstante a isso, caiu por que estava no lugar errado no momento inoportuno...
v  O caso da Janela aberta da vida de Davi... II Samuel 5.12-13 ao capitulo 12.
v  Davi não caiu de repente, algumas brechas já haviam começado a se abrirem em sua armadura espiritual.
v  Deuteronômio 17.14-17
v  Deus disse pelo menos 3 coisas que o rei não deveria fazer:
v  Multiplicar os cavalos para si mesmo ou permitir que o povo voltasse ao Egito para multiplicar cavalos;
v  Não deveria multiplicar mulheres para si mesmo;
v  E não deveria aumentar muito seu tesouro (prata e ouro).
v  Davi foi fiel ao 1° e ao 3°, mas fracassou no 2°, por ser um homem impulsivo, destemido, e de paixões.
v  A paixão sexual não se satisfaz com um harém repleto de mulheres, ela aumenta.
v  Ter várias mulheres não reduz, mas excita e estimula a libido masculina.
v  Analise a si mesmo... Veja sua ficha...
v  Davi teve um começo humilde. Um matador de gigantes, leões e ursos. Um pastor de ovelhas. Um ministério de louvor libertador e promissor.  Um rei amado a aclamado. Teve duas décadas de liderança aprovada. Uma força militar respeitada por todos os inimigos. Fronteiras ampliadas. Nenhuma derrota em campo de batalha. Exportação, importação, defesa nacional fortalecida, finanças sólidas, uma linda casa, com uma belíssima sacada, muitos planos para a construção do templo do Senhor.
v  O coração do rei se desviava sorrateiramente da presença do Senhor.
v  A sensualidade, a poligamia, e sua auto-estima e autoconfiança nas vitórias alcançadas começaram a corroer secretamente a sua integridade.
Vida intima de Davi
v  A vulnerabilidade de Davi está na sua autoconfiança exagerada;
v  No seu desejo de prazer sexual;
v  No seu orgulho de homem vitorioso;
v  Na sua posição de Rei – “ele não precisava prestar contas a ninguém”, ele era a Lei no reino.
v  Davi caiu porque estava na cama, no seu quarto luxuosamente mobiliado, ao invés de estar na guerra...
v  Nossas maiores batalhas também são travadas nos momentos em que estamos entediados com nossa rotina e desejamos intimamente algum prazer.
v  Surge então uma Cena sensual... Uma mulher no banho...
v  Davi parou, olhou, cobiçou a procurou, perdeu o controle e pecou.
v  Bate-seba entra na intimidade do Rei Davi, no quarto real.
v  Davi perde para a batalha da aparente liberdade e cede ao pecado da sensualidade, adúltera, mata, e cai em ruínas.
v  Após o adultério, Davi arquitetou um plano maquiavélico para
Não assumir as conseqüências de sua insensatez, porque aquela
Mulher estava grávida, seu pecado seria descoberto.
v  Também tramou contra a vida de Urias e acabou cometendo
Além de um adultério, um assassinato.
v  E mesmo após a morte de Urias ainda fingiu não ter pecado.
v  Foi quando ele recebeu uma visita indesejável, que lhe abriu os olhos, Natã...
v  Davi então chorou...

Só assim aprendemos de fato a chorar com os que choram e a nos alegrar com os que se alegram (Rm. 12:15). A intimidade nos faz desvendar o coração e entender que somos aceitos e amados, não por uma presumida e aparente perfeição, mas por sermos quem somos. Curiosamente eu me identifico mais com aqueles que têm defeitos semelhantes aos meus, do que com os que têm as minhas virtudes.
Esse modo de viver atrai pra junto de mim quem não suporta mais a superficialidade dos relacionamentos descartáveis e modernos. Por outro lado, às vezes me sinto atraído por quem vive sem máscaras, diz o que pensa (educadamente, por favor) e não tem medo da autenticidade, não receia declarar o poema de sua autoria, nem teme mostrar a todos o quadro que acabou de pintar, nem ainda teme cantar e tocar à platéia de amigos a última música que compôs. Só quem tem muita coragem faz isso. Só quem tem muita coragem revela quem é. Só quem não tem medo da intimidade age assim... Às vezes finjo ser assim.
A intimidade nos expõe e revela quem somos. É verdade que ela machuca às vezes, quando ingenuamente nos entregamos a quem não é íntimo, e muito menos quer intimidade. Mas ela sempre nos abençoa quando encontramos gente cansada da velha e superficial realidade, quando encontro os que só querem um encontro mais intimo.
Quer viver uma vida cinza e enfadonha? Fique certo, você consegue. É só manter as aparências e viver distante de tudo e de todos.
Mas se quiser viver a “vida abundante”, então prepare o coração para andar com Aquele que não escondeu nada de você, antes se abriu, se deu por completo. Quem anda de perto com Jesus sabe o que é intimidade. Esse sim é o caminho para uma vida que vale a pena ser vivida. E então? Quer andar comigo?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O LIVRO DE DEUTERONÔMIO:




TÍTULO E FUNDO HISTÓRICO: A palavra Deuteronômio provém da Versão Grega que significa “segunda lei” ou “repetição da lei”. O livro consiste em sua maior parte nos discursos de Moisés, dirigidos ao povo, na planície de Moabe, quando Israel estava prestes a cruzar o rio Jordão e entrar na terra prometida, iniciando a conquista de Canaã, e Moisés por findar sua carreira ali.
Tendo em vista, que a primeira geração, que presenciara as maravilhas de Deus nos primeiros anos, nem sequer as compreendia como maravilhas, fez-se necessário que Moisés as trouxesse à memória do povo. Também, os fez recordar os preceitos da Lei e do Sinai, para que os gravassem em seus corações, pois tais preceitos os guardariam das iniqüidades dos cananeus. Depois Moisés escreveu os discursos num livro. Portanto, este se distingue dos demais livros do Pentateuco, por seu estilo oratório e seu fervor exortativo. 

PROPÓSITO DO LIVRO:

A) Preparar o povo para a conquista de Canaã.  A fidelidade de Deus, a presença e o poder d’Ele eram a garantia de que a Terra seria deles. Moisés anima-os repetindo trinta e quatro vezes a frase: “Entrai e possuí a terra” e adiciona trinta e cinco vezes: “A terra que o Senhor te deu.”
B) Apresentar os preceitos da Lei em termos práticos e espirituais para serem aplicados à nova vida em Canaã.
C) Dar a Israel instruções e advertências quanto aos detalhes da conquista, aos requisitos dos futuros reis, como distinguir entre profetas verdadeiros e falsos, as bênçãos que a obediência traz e os malefícios da desobediência.
D) Estimular a lealdade ao Senhor e a sua Lei. Pode-se dizer que o ensino de Deuteronômio é a exposição do grande mandamento, “Amarás, pois ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder”. (5:6).

CONTEÚDO: Deuteronômio é muito mais do que uma mera repetição da Lei. Explicam-se os privilégios e as responsabilidades do povo escolhido e sua relação com o Senhor. O Senhor é o único Deus (4:35; 6:4). O “Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações que o amam” (7:9). Israel é o povo escolhido de Deus em virtude da aliança que fez com eles no Sinai. Israel é um reino de sacerdotes e nação santa (Êxodo 19:6). Os israelitas herdarão todas as promessas feitas aos seus pais. Considerando que Israel é o único povo com quem o Senhor estabeleceu concerto, deviam reverenciá-lo e amá-lo (4:10; 5:29; 10:12; 11:1, 13, 22). Por meio do pacto Israel gozava dos privilégios mais sublimes.
 Chama-se Deuteronômio “O livro das recapitulações”, pois Moisés recapitula a história de Israel no deserto, acentuando que o Senhor sempre foi fiel a sua aliança, mesmo Israel tendo sido infiel. Encontra-se muitas vezes, repetido no livro, a ordem “lembra-te”, ou o seu equivalente. O lembrar-se da bondade de Deus no passado deve estimular a gratidão do seu povo. Assim se expressou o apostolo: “Nós o amamos a ele porque nos amou primeiro” (I João 4:19).
No mais, Moisés exorta Israel a observar irrestritamente os mandamentos do Senhor para que se cumpra seu futuro glorioso prometido na lei. Se Israel desse atenção a Deus, o mesmo poder que os havia livrado do Egito e os havia sustentado durante quarenta anos no deserto guardá-los-ia na terra prometida. Por outro lado, se Israel descuidasse sua relação com Deus e seguisse a deuses falsos, seria castigado até ao ponto de ser espalhado nas terras dos seus inimigos. Por isso, Deuteronômio é o livro da piedade, uma exortação viva e opressiva recordando as graves conseqüências de esquecer os benefícios do Senhor e apartar-se de seu culto e de sua lei.

ESBOÇO: Os discursos de Moisés dividem-se em três etapas:
Recorda! Obedece! Cuidado!

1)      Recorda! Revisão da história das peregrinações – 1:1 – 4:43.
A)    Revisão dos fracassos de Israel – 1.
B)    Vitórias e partilha do território ao oriente do Jordão – 2 e 3.
C)    Exortação à obediência – 4:1-43
2)      Obedece! Exposição da Lei – 4:4 – 26:19.
A)    Os dez mandamentos e sua aplicação – 4:44 –1:32.
B)    Leis atinentes ao culto e à vida santa – 12:1 – 16:17.
C)    Leis de justiça e de humanidade – 16:18 -26:19.
3)      Cuidado! Profecias sobre o futuro de Israel – 27-34.
A)    Bênçãos e maldições – 27-30.
B)    Dias finais de Moisés – 31-34.

IMPORTANCIA DE DEUTERONÔMIO:

Este livro desempenhou um papel importante na história e na religião de Israel. O código deuteronômico foi a norma para julgar as ações dos reis de Israel. Ao descobri-lo no templo, sua leitura despertou um grande avivamento no ano 621 a.C. (II Reis 22). Foi a base das exortações de Jeremias e de Ezequiel. Os judeus escolheram a grande passagem de 6:4, 5 como seu credo ou declaração de fé.
O Novo Testamento refere-se a Deuteronômio e cita-o mais de oitenta vezes. Parece que era um dos livros prediletos de Jesus, pois ele o citava com freqüência. Por exemplo, citou versículos de Deuteronômio para resistir ao diabo em sua tentação. Também a profecia acerca do profeta que seria Moisés (18:15-19) preparou o caminho para a vinda de Jesus Cristo.

ASSUNTO: Exortação à lealdade ao Senhor e advertência contra a apostasia.

Deuteronômio foi escrito em linguagem popular, em forma de sermão, por isso é fácil de entender.
O livro de Deuteronômio também traz em si as bênçãos referentes ao povo de Israel, que também podem ser aplicadas a nós se obedecermos as condições das obtenções delas.








domingo, 1 de maio de 2011

O LIVRO DE NÚMEROS


TÍTULO E CONTEÚDO: O título vem da versão grega. Denominou-se Números porque se registram dois recenseamentos: no principio e no capítulo 26. Contudo, um dos títulos hebreus, Bedmidhbar (no deserto), reflete melhor o caráter do livro, pois relata a história das peregrinações de Israel desde o Sinai até a chegada à margem esquerda do rio Jordão. Abarca um espaço de quase trinta e nove anos e forma um elo histórico entre os livros de Êxodo e de Josué.

CARÁTER DO LIVRO: Números é uma miscelânea de três espécies: acontecimentos históricos da peregrinação de Israel no deserto; leis para Israel, de caráter permanente; e regras transitórias válidas para os hebreus até que chegassem a Canaã. A história e as leis vão misturadas em partes aproximadamente iguais em extensão. As exigências das situações vividas davam origem a novas leis.
Considera-se que Números está enfocado para os aspectos de serviço e conduta.
Myer Pearlman observa: “Em Êxodo vimos Israel redimido; em Levítico vemos Israel em adoração; e agora em Números vemos Israel servindo.” Em outras palavras, nos livros de Êxodo e Levítico vemos os ensinos de Deus e em Números vemos Israel aprendendo-os.

ASSUNTO: O FRACASSO DE ISRAEL: Números é um dos livros mais humanos e tristes da Bíblia. Mostra como os hebreus fracassaram em cumprir os ideais que Deus lhes havia proposto. Chegaram aos limites da terra prometida, mas tinham a personalidade de um escravo covarde, dependente e incapaz de enfrentar a perspectiva da luta. Perderam a pequena fé que haviam tido e quiseram voltar ao Egito.
Daí começaram suas peregrinações que duraram trinta e oito anos. Não obstante, Números relata detalhadamente só a historia do primeiro e a do último, pois nos anos intermediários de apostasia nada aconteceu de valor religioso permanente. É uma história trágica de fé, de queixas, murmurações, deslealdade e rebelião. Como conseqüência, quase toda a geração que havia presenciado as maravilhas no livramento do Egito pereceu no deserto sem entrar na terra prometida. Somente três homens, Moisés, Josué e Calebe, sobreviveram até ao fim do relato do livro. E somente dois dos três, Josué e Calebe, entraram em Canaã.
Por outro lado, Deus levantou uma nova geração de hebreus, instruídos nas leis divinas para a conquista de Canaã. A vida selvagem e incerta da peregrinação no deserto desenvolveu neles uma personalidade distinta da do homem escravo. Acostumaram-se a dureza, de suportar a escassez de alimento e de água, ao perigo continuo de um ataque súbito dos povos do deserto. No final do livro, os israelitas haviam chegado à margem do Jordão e estavam preparados para tomar posse de Canaã.

ASSUNTO: Infidelidade no Deserto.

ESBOÇO:

1) Preparativos para a viagem até Canaã – caps. 1:1 -10:10.
A) O censo e a organização de Israel – 1-4.
B) A santificação do acampamento e leis diversas – 5-8.
C) A páscoa e as trombetas – 9:1 – 10:10.
2) A viagem do Sinai a Cades-Barnéia – 10:11 – 12:16.
A) A partida de Israel; Hobabe – 10:11-36.
B) O descontentamento do povo e o desanimo de Moises – 11.
C) As criticas de Miriã e Aarão – 12.
3) O fracasso em Cades-Barnéia devido a incredulidade – 13-15.
A) Os espias exploram a terra – 13.
B) A reação de Israel e o juízo de Deus – 14.
C) Vários preceitos – 15.
4) Controvérsia acerca da autoridade – 16-19.
A) A rebelião de Core – 16.
B) A prova das varas – 17.
C) A purificação do acampamento – 19.
5) Experiências na viagem para Moabe – 20-25.
A) O pecado de Moisés e Aarão – 20.
B) A serpente de bronze; vitórias militares – 21.
C) Balaão – 22-25.
6) Preparativos para entrar em Canaã -26-36.
A) O segundo censo – 26.
B) Leis sobre heranças – 27:1-11.
C) Nomeado sucessor de Moisés – 27:12-23.
D) Ofertas nas festas – 28:1-29:40.
E) A lei dos votos – 30.
F) Guerra santa contra Midiã – 31.
G) Distribuição da Transjordânia – 32.
H) Etapas da viagem no deserto – 33:1-49.
I) Mandados referentes a ocupação de Canaã – 33:50 – 36:13.

ENSINO - COMO O SENHOR LIDA COM O SEU POVO:

1.      O Senhor havia feito aliança com o seu povo e sempre estava em seu meio, guiando-os, cuidando deles e protegendo-os. Apesar das queixas, da ingratidão e da falta de fé de Israel, Deus supria as necessidades e os protegia dos seus inimigos. O Senhor lhes deu um grande líder para guiá-los e os livrou de todas as suas aflições.
2.      Deus utilizou as experiências do deserto para disciplinar seu povo e desenvolveu-lhe o caráter. Apesar de todos os benefícios que o Senhor lhes fazia, eles viviam em constantes crises, porque não queriam sujeitar-se a uma vida de irrestrita e constante obediência ao Pai. Deus disciplinava-os com o propósito de livrá-los de um espírito insensato de ingratidão, rebelião e orgulho. Era a disciplina de um Pai amoroso que corrige seus filhos, e não os deixa entregues a si mesmo.
3.      Deus demonstrou que nada podia frustar seus propósitos nem anular sua aliança com os patriarcas. Nem a infidelidade, nem os ataques das nações inimigas, nem as estratagemas de profetas descompromissados, puderam impedir os seus planos de realizarem-se. Israel entraria na terra prometida e ponto final.
4.      Para nós, crentes em Jesus, o livro de Números tem grande significado. A semelhança dos Israelitas, nós saímos do Egito, a terra da servidão e opressão e renascemos pelo sacrifício vivo de Cristo, o Cordeiro de Deus, nosso sumo sacerdote, que ofertou um único sacrifício e de uma vez por todas, fez-se expiação por nós, para que assim se cumprisse o que Deus planejou para todos nós, e este sacrifício serviu para anular todos os nossos pecados de antes, durante e depois da crucificação. Mas como o Israel visível, nós também temos que passar pelas peregrinações no deserto deste mundo para entrarmos na Terra Prometida (I Pedro 2:11; Hebreus 11:8-16). E assim aprendemos bastante com os fracassos dos israelitas, as leis de santidade e a bondade de Deus narrada em Números.

Deus nos abençõe!!!!

sábado, 30 de abril de 2011

O LIVRO DE LEVÍTICO

TÍTULO E CARÁTER: Na versão grega este livro recebeu o nome de Levítico porque trata das leis relacionadas com os ritos, sacrifícios e serviços do Sacerdócio Levítico. Nem todos os homens da tribo de Levi eram sacerdotes. O termo “levita” referia-se aos leigos que faziam o trabalho manual do tabernaculo. O livro não trata destes “levitas”, porém o título não é inadequado porque todos os sacerdotes eram efetivamente da tribo de Levi.
Embora o livro de Levítico tenha sido escrito principalmente como manual dos sacerdotes, encontra-se muitas vezes a ordenança de Deus: “Fala aos filhos de Israel”, de modo que contém muitos ensinamentos para toda a nação. As leis que se encontram em Levítico foram dadas pelo próprio Deus (Lv.1:1; Nm. 7:89; Êx. 25:1), de modo que tem um caráter elevado.

RELAÇÃO COM ÊXODO E COM NÚMEROS: A revelação que se encontra em Levítico foi entregue a Moisés quando Israel ainda se encontrava acampado diante do Monte Sinai (27:34). Segue o fio da última parte de Êxodo, que descreve o tabernaculo. A seguir, Números continua com o conteúdo de Levítico. Assim os três livros formam um conjunto e estão estreitamente relacionados entre si. Todavia, Levítico se difere dos outros dois em que é quase totalmente Legislativo. Narra apenas três acontecimentos históricos: a investidura dos sacerdotes (Caps. 8 e 9), o pecado e o castigo de Nadabe e Abiú (cap. 10) e o castigo de um blasfemo (24:10-14, 23).

PROPÓSITO E APLICAÇÃO: Assim como Êxodo tem por tema a comunhão que Deus oferece a seu povo mediante sua presença no tabernaculo, Levítico apresenta as Leis pelas quais Israel haveria de manter essa comunhão. O Senhor queria ensinar seu povo, os hebreus, a santificar-se. A palavra santificação significa apartar-se do mal e dedicar-se ao serviço de Deus. É condição necessária para desfrutar da comunhão com Deus. As leis e as instituições de Levítico faziam os israelitas tomarem consciência de sua pecaminosidade e de sua necessidade de receber a misericórdia divina; ao mesmo tempo, o sistema de sacrifícios ensinava-lhes que o próprio Deus provia o meio de expiar seus pecados e de santificar sua vida.
Deus é santo e seu povo há de ser santo também. Israel deve ser diferente das outras nações e deve separar-se de seus costumes. “Não fareis segundo as obras da terra do Egito... nem fareis segundo as obras da terra de Canaã” (18:3). O pensamento chave encontra-se em 11:44, 45; 19:2: “Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”. A palavra “santo” aparece setenta e três vezes no livro! O tabernaculo e seus moveis eram santos, santos os sacerdotes, santas as suas vestimentas, santas as ofertas, santas as festas, e tudo era santo para que Israel fosse santo. O apostolo santo sintetiza este principio e aplica aos cristãos: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (I Co 10:31).
Nota-se a santidade divina no castigo do pecado de Nadabe e Abiú (cap. 10), e o do blasfemo (24:10-23). A santidade de Deus impõe leis concernentes às ofertas, ao alimento, à purificação, à castidade, às festividades, e outras cerimônias. Somente por seus mediadores, os sacerdotes, pode um povo pecaminoso aproximar-se do Deus santo. Tudo isto ensinou aos hebreus que o pecado é que afasta o homem de Deus, que Deus exige a santidade e que só o sangue espargido sobre o altar pode espiar a culpa. De modo que Levítico fala de santidade, mas ao mesmo tempo fala de graça, ou possibilidade de obter perdão por meio de sacrifícios.

ASSUNTO: Santidade ao Senhor!

ESBOÇO:

1)Sacrifícios caps. 1-7.
A) Matéria dos sacrifícios caps.1-5.
B) funções dos sacrifícios caps. 6,7.
2) O Sacerdócio caps. 8-10.
A) A consagração de Arão e seus filhos caps. 8-9.
B) Pecado de Nadabe e Abiú, cap.10.
3) Purificação da vida em Israel caps 11-15.
A) Leis referentes ao puro e ao impuro cap. 11.
B) Lei referente ao parto cap. 12.
C) Diagnostico e modo de enfrentar a lepra caps. 13-14.
4) Leis de santidade caps. 16-27.
A) O grande dia da expiação cap. 16.
B) Sacrifício e importância do sangue cap. 17.
C) Pecados contra a lei moral caps. 18-20.
D) Regras para o sacerdote caps. 21-22.
E) Festas sagradas caps. 23-25.
F) Provisão para o tabernaculo; o blasfemo cap. 24.
G) Promessas e ameaças, cap. 26.
H) Votos e dízimos cap. 27.

SIGNIFICADO E VALOR DO LIVRO:
Através deste livro podemos entender outros livros da Bíblia, principalmente sobre o livro de Hebreus. Além de entendermos todas as demais referencias bíblicas aos sacerdotes, em seus contextos e instituições e atribuições. O livro também apresenta princípios elevados da religião, conquanto estabeleça normas e cerimônias. Deve-se descartar a casca (a forma antiga das leis) e guardar o grão (o principio moral ou espiritual). As leis e cerimônias de Levítico mostram como Deus opera para remover o pecado mediante o sacrifício e a purificação, como Deus atua  contra pecados sociais por meio do ano sabático e do ano jubileu, e como ele enfrenta a imoralidade por meio das leis da castidade e também mediante promessas e ameaças. É notável que em Levítico se encontra o sublime preceito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (19:18).
Finalmente, este livro tinha o propósito de preparar a mente humana para as grandes verdades do Novo Testamento. Levítico apresenta o Evangelho revestido de simbolismo. Os sacrifícios da antiga aliança, especialmente o do grande dia de expiação, antecipavam o sacrifício do mediador da nova aliança. Para entender cabalmente o Calvário e sua glória redentora, temos de vê-lo à luz do livro de Levítico; este livro põe em relevo a verdadeira face do pecado, da graça e do perdão, e assim prepara os israelitas para a obra do Redentor.

CONTEÚDO E METODOLOGIA:

Sacrifícios:

Como a revelação era o meio que Deus usava para aproximar-se de seu povo, assim o sacrifício era o meio pelo qual o povo podia aproximar-se de Deus. O Senhor ordenou: “Ninguém aparecerá vazio diante de mim” (Êx. 34:20); Dt. 16:16).
Como se originou o sacrifício?

O sistema sacrificial foi instituído por Deus para ligar a nação israelita a ele próprio. E não obstante os sacrifícios remontam ao período primitivo da raça humana, quando Caim e Abel, despontam na história como os primeiros que ofereceram sacrifícios ao Senhor. A idéia sacrificial ficou gravada na mente humana e o costume foi transmitida a toda a humana, num senso deidade. Com o passar do tempo, os sacrifícios oferecidos pelos que não conheciam a Deus, uniram-se aos costumes pagãos e a idéias corruptas como, o conceito, por exemplo, de que os deuses literalmente comiam o fumo e o odor do sacrifício.

O sistema mosaico de sacrifícios; o objetivo:

O motivo básico dos sacrifícios é a substituição e seu fim é a expiação. O pecado é sumamente grave porque é contra Deus. Além do mais, Deus é “tão puro de olhos que não pode ver o mal” (Habacuque 1:13). O homem que peca merece a morte. Em seu lugar morre o animal inocente e esta morte cancela ou retira o pecado.
A alma da carne está no sangue, pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas.” (Lev. 17.11).
Deus designou o sangue como sacrifício, pois é considerado como principio vital, não tem significado em si mesmo, senão como símbolo e demonstração de que um animal morreu em seu lugar, para pagar pelos seus pecados. Simboliza uma vida oferecida pela morte. Ao espargir sangue sobre as pessoas ou coisas, mostra-se que elas se aplicam os méritos dessa morte.
Esta possibilidade e alcançar expiação do pecado mediante um sacrifício substitutivo evidencia a graça divina e constituía o coração da antiga aliança. Sem possibilidade de expiação, a lei permaneceria esplendida, porém inatingível. Serviria apenas para condenar o homem. Por mais que o homem se esforçasse para cumprir a lei na íntegra, seria vencida pela fraqueza moral, inerente a sua natureza pecaminosa, e para cumprir todas as exigências de um sacrifício puro e perfeito, de uma vez por todas e para sempre, Jesus se ofereceu como sacrifício santo e insubstituível por toda a humanidade, para que através deles fossemos feitos santos e justos diante de Deus.
A segunda idéia relacionada ao sacrifício é a consagração. Também está presente a idéia da constante comunhão com Deus, nas ofertas de paz e em Cristo. Além da adoração no sistema sacrificial. Sacrificar equivale a prestar culto a Deus, atribuir-lhe glória por ser o Deus de quem dependemos e a quem devemos nos prostrarmos e submetermos em santidade.






Tipos de animais que se ofereciam:

 A lei não admitia mais do que a estas cinco espécies de animais como aptas para o sacrifício: a vaca, a ovelha, a cabra, a pomba e a rola. Estes eram animais limpos; o animal imundo não podia ser símbolo do sacrifício santo do Calvário.
Só eram sacrificados animais domésticos porque eram estimados por seus donos, caros e submissos. De outro modo não poderiam ser figura profética daquele que “como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Isaías 53.7). O animal tinha de ser propriedade do ofertante. Finalmente, deveria ser sem manchas, simbolizando desse modo o Redentor sem mácula.


A forma que se ofereciam os sacrifícios:

                                                              i.      O ofertante levava pessoalmente o animal a porta do tabernaculo onde estava o altar do holocausto.
                                                            ii.      Depois o ofertante punha as mãos sobre o animal para indicar que este era seu substituto. Em determinados sacrifícios este ato indicava a transferência de pecados para o animal, e em outros, a dedicação da própria pessoa mediante seu substituto; podia também indicar ambas as coisas.
                                                          iii.      O ofertante degolava o animal como sinal da justiça paga de seus pecados. Assim foi no caso de Jesus: a morte foi a conseqüência lógica de haver ele carregado o pecado de todos nós (Isaías 53.6). A seguir, o sacerdote derramava o sangue sobre o altar.
                                                          iv.      Segundo o tipo de sacrifício, todo o animal, ou uma parte dele, era queimado; o restante da vítima era comido na arca do tabernaculo pelos sacerdotes e suas famílias ou, no caso do sacrifício pacífico, pelos sacerdotes e pelos adoradores.
Tipos de ofertas:

  1. O holocausto. Capítulos 1:1-17; 6:8-13. Ele destacava-se entre as ofertas porque era inteiramente consumido pelo fogo do altar; era considerado o mais perfeito dos sacrifícios. Representava a consagração do ofertante, pois a vítima era queimada inteira para o Senhor. O termo holocausto significa “o que sobe”. Transformavam-se em fumo e chama, como cheiro suave as santas narinas de Deus.
  2. A oblação ou oferta de alimento. Capítulos 2:1-16; 6:14-23. A palavra traduzida por oblação significa em hebraico “aproximação”. A oblação não era um sacrifício de animal, consistia em produtos da terra que representavam o fruto dos labores humanos, incluíam flor de farinha, pães asmos fritos e espigas tostadas. Provavelmente não era apresentada sozinha, mas acompanhada dos sacrifícios pacíficos ou de holocaustos (Nm. 15:1-16). Uma porção pequena era queimada sobre o altar e o restante pertencia aos sacerdotes, salvo quando o sacerdote era o ofertante (em tal caso esse restante era queimado). Oferecia-se o melhor que o ofertante possuía, e isto ensina que nossas dádivas a Deus devem ser de alta qualidade. Também a oblação ensina aos crentes que lhes cabe sustentar os que ministram as coisas sagradas (I Co 9:1-14).Deitava-se azeite sobre a oblação. O azeite é símbolo do Espírito Santo. Oferecia-se incenso com a oblação. O incenso representa a oração, intercessão e louvor (Sl 141.2; Ap 8:3,4).
  3. O sacrifício de paz. Capítulos 3:1-17; 7:11-34; 19:5-8; 22:21-25. Era uma oferta completamente voluntária. Seu traço característico residia no fato de a maior parte do corpo do animal sacrificado ser comida pelo ofertante e seus convidados em um banquete entre Deus e os homens.
  4. O sacrifício pelo pecado. Capítulos 4:1-5:13; 6:24-30. Esta oferta destinava-se a expiar os pecados cometidos por ignorância e erro.
  5. O sacrifício pela culpa ou por diversas transgressões. Capítulos 5:14-6:7; 7:1-7. Era oferecida em caso de violação dos direitos de Deus ou do próximo, tais como descuido nos dízimos, pecados relacionados com a propriedade alheia e furtos. O ofensor que desejasse ser perdoado confessava com a restituição ao defraudado e adicionado a isso uma quinta parte como multa tirada de suas possessões. (Nm. 5:8).

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O LIVRO DE ÊXODO


Para os judeus este foi o grande ato salvador de Deus. Todas as gerações posteriores deveriam recordar com agradecimento, pois foi à intervenção miraculosa de Deus como resposta aos lamentos do Seu povo escravizado e grande triunfo sobre os deuses do Egito demonstrando assim sua total supremacia.
Foi o momento histórico lembrado pelas gerações na Festa da Páscoa, a qual fala da misericórdia e ao mor de Deus. Assim se estimulava a lembrança do passado e se advertia o perigo do esquecimento.
Manifesta também a ação de Deus em prover sempre o resgate para os Seus (Em Babilônia Is 51.9-11; em Cristo Lc 9.31).
Em outro aspecto manifesta também o tema deprimente da persistência dos pecados do povo de Israel, os constantes erros, e suas tristes conseqüências!

Propósito e mensagem do livro:

O livro de Êxodo relata como a família escolhida no Gênesis veio ser uma nação. Registra dois acontecimentos transcendentes da história de Israel: o livramento do Egito e a entrega do pacto da lei no Monte Sinai. O livramento do Egito possibilitava o nascimento de uma nação; o pacto da lei modelava o caráter da nação a fim de que fosse um povo santo.
O livro descreve, em parte, o desenvolvimento do antigo concerto com Abraão. As promessas que este recebeu de Deus incluíam um território próprio, uma descendência numerosa que chegaria a ser uma nação e benção para todos os povos por meio de Abraão e sua descendência. Primeiro Deus multiplica seu povo no Egito, depois o livra da escravidão e a seguir o constitui uma grande nação.
Êxodo é um livro de redenção. O redentor Jeová não somente livra seu povo da servidão egípcia mediante seu poder manifesto nas pragas, mas também redime por sangue, simbolizando o cordeiro pascoal. A páscoa ocupa lugar central na revelação de Deus a seu povo, tanto no Antigo Pacto como no Novo Pacto, pois o cordeiro pascoal é o símbolo profético do sacrifício de Cristo. Por isso a festa da páscoa converteu-se na comemoração da nossa redenção (Lucas 22:7-20).
Também em Êxodo o Senhor prove para seu povo redimido tudo o que ele necessita espiritualmente: os israelitas precisam de uma revelação do caráter de Deus e da norma de conduta que ele exige; ele lhes dá a lei, mas também faz aliança com eles estabelecendo uma relação incomparável e fazendo-os seu especial tesouro. Os hebreus redargüidos de pecado pela lei, necessitam de purificação, e o Senhor lhes proporcionou um sistema de sacrifícios. Necessitam aproximar-se de Deus e prestar-lhe culto, e Deus lhes dá o tabernaculo e ordena um sacerdócio. Tudo isto tem finalidade divina de que seja uma nação santa em reino de sacerdotes.
Êxodo jorra luz sobre o caráter de Deus. No livramento de seu povo vê-se que é misericordioso e poderoso. A lei revela que ele é santo; o tabernaculo revela que ele é acessível mediante sacrifício aceitável.
É evidente o paralelo entre o livramento dos escravos israelitas e um maior êxodo espiritual efetuado pela obra e pessoa de Cristo Jesus. O Egito vem a ser um símbolo do mundo pecaminoso; os egípcios, símbolo de pecadores escravizados; Moisés simboliza o redentor divino que livra o seu povo mediante poder e sangue e o conduz à terra prometida.


A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL COMO UM TIPO DE VIDA CRISTÃ
 (Conforme ICo 10:1-11).

A escravidão no Egito. Um tipo de escravidão do pecado.
Moisés surge como um libertador do povo de Deus, tipificando Cristo.
O cordeiro da páscoa tipifica Cristo que é o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
A perseguição de Israel por parte de Faraó, 14:8-9. Um tipo das forças do mal que perseguem os crentes da época.
A divisão do Mar Vermelho, 14:21. Onde parte dos impedimentos para a travessia é removida, o sobrenatural em ação.
A coluna de nuvem e fogo, 14:19-20,  tipificando a presença divina sobre Israel.
O Cântico de Moisés, 15:1-19, um louvor de vitória espiritual.
A multidão mista, 12.38, tipificando gente mundana no meio da Igreja.
Mara e Elim, 15:23-27, um tipo das experiências amargas e doces da vida espiritual.
As panelas da carne, 16.3, um tipo dos prazeres sensuais da vida passada.
O maná, 16:4, Um tipo de Cristo, como Pão da Vida.
O água da rocha, 17.6, Cristo como Água da Vida, ICo 10.4.
Sustentar erguidas as mãos de Moisés, 17.12, a necessidade da cooperação dos irmãos e os líderes.
Na estrutura do Tabernaculo – seus utensílios, suas ordenanças, as vestes sacerdotais, a arca da aliança, etc. – estão muitos tipos de Cristo e da Igreja.

TÍTULO: Êxodo significa “saída” e a versão grega deu ao livro esse título porque ele narra o grande evento da historia de Israel: a saída do povo de Deus do Egito. Ele é o elo indispensável do Pentateuco, pois conta a história do povo hebreu iniciada em Gênesis. É a figura de Moisés que domina quase todo o relato do livro de êxodo. Os assuntos do sistema sacerdotal e da Lei de santidade iniciados nele, por sua vez, se desenvolvem em Levítico. Também a história da caminhada de Israel para a Terra prometida, a qual constitui a maior parte de números, encontra seu principio em Êxodo. Finalmente acha-se em Deuteronômio um eco tanto de Números quanto de Êxodo. Por isso, ao livro de Êxodo chama-se o coração do Pentateuco.

AUTOR E PERSONAGEM CENTRAL:

MOISÉS, comumente aceito como sendo seu autor.

TEMA PRINCIPAL:

Deus redime o seu povo e o transforma em uma grande nação.

PALAVRA CHAVE: Libertação!

Relata quatro períodos da historia de Israel:
1) O Período do Cativeiro.
A) A opressão do Egito, cap. 1:7-22.
B) Os primeiros anos da vida de Moisés.
  • Seu nascimento e adoção, 2:1-10.
  • Sua intenção de ajudar os irmãos, 2:11-14.
  • Sua fuga para Mídia, 2:15.
  • Seu casamento, 2:21.
  • Passam 40 anos! At. 7:30.
2) O Período da Libertação.
A) A chamada de Moisés na sarça ardente, 3:1-10.
B) Sua comissão e capacitação divina, 3:12-22; 4:1-9.
C) Suas desculpas, 3:11; 4:10-13.
D) Arão se associa com Moises e ambos pedem a Faraó a libertação do povo de Israel, 4:27-31; 5:1-3.
E) A severidade da escravidão se acentua; 5:5-23.
F) Instruções divinas a Moisés e a Arão, caps 6-7.
G) A contenda com Faraó e a aflição com as dez pragas, caps 7-11.
H) A páscoa, cap 12.
3) O Período da Disciplina.
A) O Êxodo, 12:31-51.
B) As experiências do caminho até o Monte Sinai, caps 13-18.
4) O Período da Organização e da Legislação.

A) A chegada ao Sinai, 19:1-2.
B) A aparição do Senhor no Monte, cap. 19.
C) A promulgação dos dez mandamentos, cap. 20.
D) Proclamação de outras Leis, caps. 21-24.
E) Orientação acerca da edificação do Tabernaculo, caps. 25-27.
F) A designação do sumo sacerdote, cap. 28.
G) A adoração do bezerro de ouro, cap 32
H) A preparação e a construção do Tabernaculo, caps. 35-40.


O ÊXODO ISRAELITA

Havia muita gente (Aproximadamente entre 1,8 milhão a 3 milhões)!
Carregavam muita bagagem!
Passaram muito tempo (40 anos)!
Viviam numa situação muito incomoda, pois tinha a sensação de permanência, uma enorme sucessão de entre e sai, faz e desfaz malas, arma e desarma acampamento!
Tinham relacionamentos difíceis!
Total e involuntária dependência de Deus!
Havia muito pecado entre eles!
Muita disciplina, porque Deus é santo e justo!
Muito êxito! O Êxodo de Israel foi um êxito de Deus!

Durante o Êxodo, Deus se revelou de maneira marcante, acabou com a pluralidade de deuses, condenou a adoração de imagens, mostrou a sua soberania e providencia, proclamou a sua justiça e misericórdia e providenciou os códigos de fé e conduta.

O ÊXODO CRISTÃO

Nós também fomos resgatados de uma situação de opressão!
Nós também estamos a caminho da Canaã celestial!
Nós também temos a companhia de muitas pessoas estranhas!
Nós também estamos rodeados de inimigos!
Nós também celebramos a nossa páscoa!
Nós também temos pressa para chegar à nossa Canaã!
Nós somos o Israel de Deus hoje!